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Steer Recursos Humanos

ed.16 | dez 07


Olá Leitor


Dourado caminho do meio


Ele era jovem, com dois anos de sucesso no mercado. Brilhante, com formação de primeira, MBA, falava inglês e espanhol. Sempre a par dos últimos avanços tecnológicos, usava seu laptop e seu BlackBerry com maestria. Circulava nos melhores círculos e tinha um network poderoso. Vestia-se com esmero e caminhava altivo com certeza de um futuro profissional brilhante.

Como um dos grandes potenciais do grupo, seu líder o convidou para uma reunião com o fundador e presidente da empresa. Era um momento marcante para ele. Poderia finalmente conhecer a pessoa que iniciara esse negócio há 30 anos e que agora faturava centenas de milhões de reais.

A reunião foi marcada para que pudessem discutir a nova unidade de negócios. Ele havia elaborado um projeto detalhado, havia tomado o cuidado de levantar todos os números relevantes, planejou cuidadosamente sua estratégia de apresentação e por fim, num movimento ousado, proporia uma organização mais eficiente e enxuta, calçada na utilização de um sistema de ponta, novidade no mercado.

Pontualmente e impecavelmente vestido, ele compareceu com seu líder a sala do presidente. Confiante, apertou a mão do homem que tanto esperara para conhecer. Surpreendeu-se com a postura um tanto distante e fria com que foi recebido, mas refletiu que assim são as pessoas importantes, que não tem tempo a perder.

Rapidamente abriu seu laptop, e quando ia começar sua apresentação, recebeu sua primeira pergunta. “O que você acha da nossa empresa”? Era a chance que ele esperava para marcar seu território, dizer a que veio. Respondeu que a empresa era um dos melhores lugares para uma pessoa como ele. Acreditava que poderia acrescentar muito com sua visão inédita e agressiva. Que com o uso do novo sistema e de uma organização diferenciada, mas enxuta, traria resultados expressivos em pouco tempo.

A segunda pergunta foi curta e seca: “Qual o problema do sistema e da organização atual”? Sem hesitar, respondeu que o sistema estava ultrapassado e que o desenho da organização atual era inapropriado, com uma tendência centralizadora.

A terceira pergunta foi: “E porque você gostaria de mudar isso”? Respondeu que com o novo sistema e novo desenho organizacional, traria resultados surpreendentes em pouco tempo. Que considerava o presidente um grande empreendedor, mas que o desenho organizacional estava ultrapassado e que com sua visão moderna de gestão iria revolucionar a empresa.

O presidente levantou-se, disse que tinha outro compromisso. A reunião foi encerrada sem que ele tivesse tempo para iniciar sua apresentação em Powerpoint . Seu líder compareceu a sala do presidente na parte da tarde. Ele foi chamado ao RH no final do dia e foi demitido.

Nessa pequena estória de ficção (muito freqüente na vida corporativa), encontramos dois personagens, tão parecidos.

O jovem executivo, que com todos os predicados foi pego de surpresa quando tinha, segundo sua visão, tudo em suas mãos. E o presidente, que após anos de trabalho duro já havia visto tudo e que não permitiria que um jovem metido lhe dissesse como administrar sua empresa!

O jovem executivo, cego por seus predicados, só preocupou-se em traçar o plano perfeito. Deveria ter ouvido mais, e antes de iniciar o desenho da nova organização, percebido que apesar de sua ausência nos 28 anos que a empresa existiu sem suas idéias, que saíram do nada e chegaram aonde chegaram e que este tempo deixou marcas na organização. Esse aprendizado, ou a experiência dos que viveram esses tempos poderiam acrescentar muito a sua estratégia.

O presidente, numa postura de Deus, e sentindo-se desafiado e porque não, criticado pelo desenho que havia aprovado e usado até então na empresa, deixou de ouvir uma estratégia diferente, que fosse talvez a melhor para posicionar todo o seu grupo para um futuro ainda mais profícuo.

Combinação interessante essa. Jovem brilhante e sem experiência e líder experiente com complexo de Deus. Aos dois falta a mesma coisa. Humildade, habilidade para ouvir e postura de aprendiz. O jovem abdica da experiência, ignora fatos relevantes e se arrisca desnecessariamente, criticando modelos que possuem méritos, ou no mínimo, serviram a seu propósito até então. O presidente ao achar que se trata do “de novo”, pode estar abdicando ao novo.

A solução? O dourado caminho do meio, onde a humildade de admitir que nunca sabemos tudo, a habilidade de ouvir a uma posição alheia que ampliará nossa consciência e a postura de aprendiz, a mais revolucionária ferramenta para nos desenvolver constantemente em todas dimensões da vida.

Cabe aos dois uma citação de Eric Hoffer:

“Em tempo de mudanças, os aprendizes herdarão a terra, enquanto os sabe-tudo estarão perfeitamente equipados para se desenvolverem num mundo que já terá deixado de existir”


Balanço 2007

O ano de 2007 chega ao fim como o melhor na existência de nossa empresa. Ampliamos nossos produtos, novos profissionais juntaram-se ao nosso time, colocamos em prática nosso Conselho Diretivo e contratamos uma consultoria de imprensa para divulgar nosso trabalho. O resultado desses esforços foi um crescimento significativo nos nossos negócios. Aliado ao dever de casa feito com esmero, o aquecimento do mercado gerou demanda de mão de obra de qualidade nas empresas. E aquilo que prevíamos no ano passado aconteceu. Em alguns segmentos estão faltando profissionais capacitados para assumir as posições em aberto. Engenheiros estão em falta no mercado! O aquecimento da economia, ao que tudo indica, um circulo virtuoso de crescimento, está deixando a mostra não só gargalos na infra-estrutura, mas também a incapacidade do mercado em recrutar talentos para suas necessidades. Muitos clientes avançam em programas de desenvolvimento de liderança, pois sabem que o mercado será restritivo.

Este cenário foi a base do nosso planejamento estratégico para 2008. Estamos prontos para trabalhar com vocês e superar os desafios de recursos humanos. Contem com a Steer para ampliar suas conquistas no próximo ano!

Nossos colaboradores acharam que nossa mensagem de final de ano deveria refletir o momento do nosso país. Há muito por fazer, mas com a ajuda de brasileiros éticos e de valor e uma atitude consciente e otimista com relação ao futuro, não temos a menor dúvida que o Brasil ocupará o lugar de destaque no mundo que tanto desejamos.

Um forte abraço,

Ivan Witt

e-Card Steer

Nossa mensagem de fim de ano preparada especialmente para você encontra-se neste link: http://www.steer.com.br/natal2007


Boas Festas!

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Ivan Witt

Ivan Carlos Witt é Sócio-Diretor da Steer Recursos Humanos. Ocupou o cargo de Diretor de Compras da América do Sul da Ford Motor Company, empresa onde trabalhou por 20 anos. Com larga experiência internacional, atuou 10 anos no exterior (México, Estados Unidos, Espanha, Inglaterra e Alemanha) à frente de cargos de liderança nas áreas de Recursos Humanos, Manufatura, Logística e Compras. Engenheiro eletricista, trabalha no aperfeiçoamento de modelos de negociação entre empresas, e na transparência da comunicação entre funcionários, clientes e fornecedores. Headhunter, conduz seminários de Liderança Corporativa e tem um programa de aconselhamento para líderes, Horizontes. iwitt@steer.com.br


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